Centro de Direito Biomédico | Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

Responsabilidade Civil por Danos Causados por Medicamentos Defeituosos

Livros

Responsabilidade Civil por Danos Causados por Medicamentos Defeituosos

AUTORES:
Diana Montenegro da Silveira

EDITORA:
Coimbra Editora

ANO DE EDIÇÃO:
2010

ISBN:
978-972-32-1789-6

Nº PÁGINAS:
328

Índice: Nota Prévia Lista de Abreviaturas Introdução CAPÍTULO I O MEDICAMENTO: ENQUADRAMENTO LEGAL E DELIMITAÇÃO DO OBJECTO DE ESTUDO 1.O Estatuto do Medicamento, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto: alguns aspectos essenciais 2.O conceito relevante de medicamento 3.O que é uma reacção adversa a medicamentos? Delimitação do objecto de estudo 4.Reacções adversas no âmbito dos ensaios clínicos. A Lei n.º 46/2004, de 19 de Agosto, e o seu regime especial de responsabilidade civil CAPÍTULO II A FARMACOVIGILÂNCIA E A NECESSIDADE DE CONTROLO DA SEGURANÇA DO MEDICAMENTO EM FASE DE COMERCIALIZAÇÃO 5.Aproximação ao conceito de farmacovigilância 6.Da necessidade de farmacovigilância 7.Modo de funcionamento da farmacovigilância 8.O Sistema Nacional de Farmacovigilância 8.1.Resenha histórico-legal 8.2.Estrutura e atribuições 8.2.1.O Departamento de Farmacovigilância do Infarmed 8.2.2.As unidades de farmacovigilância 8.2.3.Os serviços de saúde e os delegados de farmacovigilância 8.2.4.Titulares de autorização de introdução no mercado 8.2.5.Profissionais de saúde 9.Enquadramento internacional da actividade de farmacovigilância 10.O sistema de notificação espontânea 10.1.Conceito… 10.2.Notificação: quem, o quê, quando e como 10.3.O problema da sub-notificação CAPÍTULO III RESPONSABILIDADE CIVIL DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA POR DANOS CAUSADOS POR MEDICAMENTOS DEFEITUOSOS 11.Dos danos causados por medicamentos Secção I Responsabilidade Civil de Direito Comum 12.Considerações preliminares 13.Da responsabilidade contratual 13.1.O problema derivado da noção de vício do produto 13.1.1.Noção de vício do produto e noção de defeito 13.1.2.Vício do medicamento 13.1.3.Formas de reparação e sua inadequação aos danos causados por medicamentos 13.1.4.Da aplicação do Decreto-Lei n.º 67/2003, de 8 de Abril 13.2.A dificuldade derivada do princípio da relatividade dos contratos 14.Da responsabilidade extracontratual por factos ilícitos 14.1.Considerações preliminares 14.2.Pressupostos da responsabilidade extracontratual por factos ilícitos 14.2.1.O facto ilícito 14.2.2.O requisito da culpa. Dificuldade da prova 14.2.3.O dano 14.2.4.O nexo de causalidade 14.3.Presunção de culpa na responsabilidade pelo exercício de actividades perigosas. Da conveniência de extensão da norma à responsabilidade por produtos perigosos 14.4.Conclusão Secção II Responsabilidade Civil Decorrente do Regime Especial de Responsabilidade do Produtor 15.Uma responsabilidade civil objectiva 16.O conceito legal de produto e a natureza especial do medicamento 17.Noção de produtor 17.1.Produtor real, aparente ou presumido 17.2.O laboratório farmacêutico fabricante e o laboratório titular da autorização de introdução no mercado 18.Pressupostos específicos e causas de exclusão da responsabilidade 18.1.Defeito do medicamento 18.1.1.A segurança com que legitimamente se pode contar 18.1.2.A importância do factor benefício-risco na apreciação do defeito do medicamento 18.1.3.O defeito de concepção 18.1.4.O defeito de fabrico 18.1.5.O defeito de informação e os deveres de informação a cargo do laboratório farmacêutico 18.2.O dano sofrido 18.3.O nexo de causalidade entre o defeito do medicamento e o dano sofrido 18.4.As causas de exclusão da responsabilidade 19.A Lei do Medicamento alemã CAPÍTULO IV O REGIME DA RESPONSABILIDADE DO PRODUTOR E AS ESPECIFICIDADES DO MEDICAMENTO Secção I Dificuldade de Prova do Nexo de Causalidade 20.O efeito da especificidade do medicamento na prova do nexo de causalidade 21.A prova do nexo de causalidade na Lei do Medicamento alemã 22.Do comprometimento da prova do nexo de causalidade por dificuldade/impossibilidade de identificação do laboratório produtor do medicamento 22.1.Origem do problema 22.2.O paradigmático caso DES (dietilstilbestrol) e a Teoria do Market Share Liability 22.3.A Teoria da Causalidade Alternativa desenvolvida na Holanda 22.4.Soluções encontradas para o problema nos ordenamentos jurídicos Alemão e Espanhol 22.4.1.Na Alemanha 22.4.2.Em Espanha 22.5.A causalidade alternativa na doutrina portuguesa 22.6Apreciação do problema no ordenamento jurídico português. Posição adoptada Secção II Da (Ir)Responsabilidade por Riscos de Desenvolvimento 23.Exclusão da responsabilidade por riscos de desenvolvimento 24.As particularidades da causa de exclusão da responsabilidade por riscos de desenvolvimento em alguns ordenamentos jurídicos 25.Fundamentos da controvérsia em torno da questão da adopção ou não adopção da causa de exclusão por riscos de desenvolvimento 25.1.Argumentos contra a causa de exclusão da responsabilidade por riscos de desenvolvimento 25.2.Argumentos a favor da causa de exclusão da responsabilidade por riscos de desenvolvimento 26.Algumas orientações doutrinais sobre a questão 27.Posição adoptada: da inadequação da causa de exclusão da responsabilidade por riscos de desenvolvimento às especificidades do medicamento Secção III Limites Temporais do Direito ao Ressarcimento 28.O prazo de prescrição 29.O prazo de caducidade e as especificidades dos danos causados por medicamentos. Análise crítica CAPÍTULO V DA RESPONSABILIDADE CIVIL DE OUTRAS ENTIDADES ENVOLVIDAS NO CIRCUITO DO MEDICAMENTO 30.A responsabilidade civil da Administração Pública 30.1.Da responsabilidade por concessão de autorização de introdução no mercado de medicamento defeituoso 30.2.Da responsabilidade por incumprimento das obrigações de farmacovigilância 30.3.Da responsabilidade por administração de medicamentos defeituosos em estabelecimentos hospitalares públicos 31.A responsabilidade civil do farmacêutico de oficina 31.1.Da responsabilidade civil do farmacêutico de oficina enquanto produtor presumido 31.2.Da responsabilidade do farmacêutico de oficina enquanto vendedor do medicamento 31.3.Da responsabilidade do farmacêutico de oficina enquanto produtor do medicamento Conclusão Bibliografia Índice Geral